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Domingo, 02 de Agosto 2026
Saúde

Quando todo comportamento vira  diagnóstico 

a banalização dos  diagnósticos. 

Rede Cidadania Digital
Por Rede Cidadania Digital
Quando todo comportamento vira  diagnóstico 
Eduarda Rocha 
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Nos últimos anos, as redes sociais ajudaram a colocar a saúde mental em evidência. Hoje, 
falar sobre ansiedade, depressão, TDAH e autismo é muito mais comum do que era há alguns 
anos. Isso representa um avanço importante: muitas pessoas passaram a reconhecer seus 
sofrimentos e buscar ajuda. 
Mas, ao mesmo tempo, um novo problema tem ganhado espaço: a banalização dos 
diagnósticos. 
Basta abrir qualquer rede social para encontrar vídeos que prometem identificar transtornos em 
poucos segundos. “Se você faz isso, pode ter TDAH.” “Cinco sinais de que você é autista.” 
“Todo mundo tem ansiedade.” Esse tipo de conteúdo costuma gerar muitas visualizações 
porque desperta identificação. Afinal, quem nunca esqueceu um compromisso, se distraiu 
durante uma conversa ou se sentiu ansioso antes de uma prova ou entrevista? 
O problema é que nem toda característica, comportamento ou dificuldade representa um 
transtorno. Sentir ansiedade faz parte da vida. Esquecer algo de vez em quando também. 
Gostar de rotina ou preferir ficar sozinho não significa, por si só, que uma pessoa seja autista. 
Os transtornos são condições complexas, que precisam ser compreendidos dentro da história 
de vida, da frequência dos sintomas, da intensidade e dos impactos que causam no cotidiano. 
Quando tudo vira diagnóstico, corremos dois riscos. O primeiro é fazer com que pessoas 
passem a acreditar que possuem um transtorno sem uma avaliação adequada, gerando 
preocupação, confusão e até sofrimento desnecessário. O segundo é banalizar a realidade de 
quem convive diariamente com essas condições e enfrenta desafios que vão muito além de um 
vídeo de poucos segundos. 
Isso não significa que as redes sociais não possam falar sobre saúde mental. Pelo contrário. 
Elas têm um papel importante na informação e na redução do preconceito. Mas informação 
responsável não simplifica temas complexos, não substitui avaliação profissional e não 
transforma diagnóstico em entretenimento. 
Antes de compartilhar ou acreditar em um conteúdo, vale a pena fazer uma pergunta simples: 
isso está me informando ou apenas tentando prender minha atenção? 
Em tempos de excesso de informações, desenvolver um olhar crítico também é uma forma de 
cuidar da saúde mental e de exercer a cidadania digital. 
Eduarda Rocha 
Colunista – Rede Cidadania Digital

FONTE/CRÉDITOS: Eduarda Rocha 

Comentários

Autor da postagem
ISABELA NAZIAZENO • 21/07/2026 13:16
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