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Sexta-feira, 02 de Outubro 2026
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Cavalgada da Independência movimenta a Comunidade Quilombola da Pontinha, em Paraopeba

Evento reúne música ao vivo, gastronomia, atividades para crianças e tradição cultural em 20 de setembro

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Por Rede Cidadania Digital
Cavalgada da Independência movimenta a Comunidade Quilombola da Pontinha, em Paraopeba
Enio
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Paraopeba (MG) — A Comunidade Quilombola da Pontinha, na zona rural de Paraopeba, na região Central de Minas Gerais, será palco de uma programação especial neste sábado, 20 de setembro, com a realização da Cavalgada da Independência. O evento está previsto para acontecer a partir das 14h, no Bar da Skina, na Praça Central da Pontinha, reunindo música ao vivo, gastronomia, espaço para crianças e atrações voltadas ao público que pretende passar o dia na comunidade.

A programação anunciada no cartaz do evento inclui apresentações musicais às 14h, 17h e 19h, com Lucas Souza, Hugo Almeida e Léo Moraes, além de espaço kids e opções de alimentação, entre elas pastel, feijão-tropeiro, macarrão na chapa e arroz temperado.

A proposta da festa dialoga com uma região cuja história é marcada pela preservação de tradições, manifestações culturais e pela identidade quilombola construída ao longo de gerações.

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Uma comunidade marcada pela história

Localizada a aproximadamente 15 quilômetros da área urbana de Paraopeba, a Pontinha é reconhecida como comunidade remanescente de quilombo. O Ministério Público de Minas Gerais registra que a comunidade foi certificada pela Fundação Cultural Palmares e destaca a presença de manifestações como a devoção a Nossa Senhora do Rosário e a tradição da Guarda de Congo.

A história da Pontinha possui diferentes narrativas e interpretações. A tradição oral associa a formação da comunidade ao final do século XVIII e à figura de Muzinga, apontado como filho de Chico Rei. Pesquisas acadêmicas, entretanto, também apresentam outras interpretações sobre o processo de formação territorial da comunidade, inclusive relacionadas ao século XIX e à presença de trabalhadores negros na região.

Essa diversidade de narrativas faz parte da própria memória social da Pontinha e evidencia a importância da preservação da história contada pelos moradores e das pesquisas realizadas sobre a comunidade.

Cultura, lazer e economia local

Além da dimensão cultural, eventos realizados em comunidades tradicionais podem representar uma oportunidade de movimentação da economia local, especialmente por meio da gastronomia, do comércio e da circulação de visitantes.

A própria produção cultural da Pontinha vem ganhando novas iniciativas. Em 2025, a UFMG destacou o trabalho da Pontinha de Sabor, empreendimento de mulheres quilombolas que transforma o pequi, fruto característico do Cerrado, em produtos alimentícios e busca fortalecer o empreendedorismo feminino e a geração de renda na comunidade.

A gastronomia também aparece como um dos elementos centrais da Cavalgada da Independência. O cardápio divulgado inclui pratos associados à culinária popular mineira, reforçando o caráter comunitário da programação.

Cavalos, música e encontro comunitário

O próprio nome da festa — Cavalgada da Independência — remete ao universo rural e às tradições ligadas aos cavalos, presentes na identidade cultural de diversas regiões de Minas Gerais.

A programação divulgada combina esse elemento tradicional com atrações musicais contemporâneas. O resultado é um evento que procura aproximar diferentes gerações: enquanto os adultos encontram música, gastronomia e convivência, as crianças contam com um espaço específico de entretenimento.

O cartaz também informa que haverá bebidas geladas e estabelece restrições à utilização de som automotivo, indicando a intenção de organizar a programação em torno das atrações previstas para o espaço.

Mais do que uma festa

Para além da agenda de shows, a Cavalgada acontece em um território que carrega uma história particular de resistência, pertencimento e preservação cultural.

Documentos e pesquisas sobre a Pontinha registram a importância histórica do território para a população quilombola e os desafios enfrentados pela comunidade ao longo do tempo. A UFMG, por exemplo, já registrou os impactos econômicos e sociais sofridos pela comunidade após o rompimento da barragem de Brumadinho e a contaminação do Rio Paraopeba.

Por isso, iniciativas culturais realizadas na Pontinha também colocam em evidência um aspecto fundamental: a cultura não está separada do território. Música, culinária, festas, religiosidade, memória e formas de organização comunitária fazem parte de uma mesma história.

Serviço

Cavalgada da Independência
20 de setembro
A partir das 14h
Bar da Skina — Praça Central, Pontinha, Paraopeba (MG)

Programação musical:

  • 14h — Lucas Souza
  • 17h — Hugo Almeida
  • 19h — Léo Moraes

O evento também terá espaço kids, música ao vivo e gastronomia.

FONTE/CRÉDITOS: Enio

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