Bons candidatos, miram o público leitor como alvo de campanha, através de bons projetos de governo. Candidatos mau caráter, miram o público "escrolante", promovem os escândalos necessários ao olhos e ouvidos do público e promovem festivais para distrair a população do que realmente importa - O projeto de governo.
Cleitinho nunca esteve indeciso! O show de indecisão é provavelmente sua campanha já acontecendo. Seu finado pai, que o ajudou politicamente em vida, segue como peça chave de sua campanha, mesmo após sua passagem. Não se enganem! De choro, em choro, a 2 semanas ele não sai dos principais jornais e se mantém vivo na memória do público eleitor.
A análise que eu gosto de fazer a respeito do partido dos trabalhadores é que ao longo desses últimos 22 anos a cada artimanha da direita e das classes altas para explorar as classes mais baixas, o PT criou uma “contra-artimanha” (programas sociais) para combater a exploração como ferramenta de negócios.
Em outras palavras, o PT não apenas reagiu verbalmente ou tecnicamente, mas também economicamente, efetivamente e principalmente de forma visível a quem não entende nada de métricas técnicas de governo. Quebrando em mil pedaços a vulnerabilidade social que condiciona as classes mais baixas a uma posição de servidão, que era a principal ferramenta de negócios da extrema-direita.
Provavelmente, nos últimos meses as equipes de campanha dos candidatos mais técnicos, como o Patrus Ananias, devem ter se empenhado muito na criação de um excelente plano de governo. Porém, percebam vocês, caros leitores, que o Cleitinho já está efetivamente fazendo campanha para um público que não faz a menor questão de plano de governo, que é o público das redes sociais. E se a equipe do Patrus não souber navegar por essa galera, não tem plano de governo que vá salvar Minas Gerais de mais 4 anos de de um governador tão desgovernado quanto foi Zema. Isso se não for pior.
Nesse teatro de indecisão já tem mais ou menos duas semanas que eu estou vendo o rosto do candidato Cleitinho em todos os jornais do país. Com destaque especial para a última coletiva de imprensa, desta quarta-feira dia 4 de agosto, em que atrás dele tinham nada mais nada menos, do que as figuras do presidente da Câmara de deputados (Hugo Motta) e da senadora Damares, que de goiabeira e goiabeira tá pendurada na política até hoje. Damares, que por sinal, é uma figura “especialista” no tipo de política que o Cleitinho está tentando promover como drama de novela.
Política é o lugar onde o filho chora e a mãe não vê, porque TEM QUE SER ASSIM. Tem ser raciocinado fria e calculadamente, não emocionalmente. Como diria a jornalista Gabriela Prioli, "mais razão e menos emoção".
Damaris e Cleitinho já começaram as suas campanhas políticas como um perfeito espelho de suas gestões passadas, vazias de qualidade política, e repletas das polêmicas que servem como cortina de fumaça para suas gestões incompetentes. Nem Cleitinho, nem Damares vão escrever um bom projeto de governo ou de algum bom projeto de lei, tal qual é a preocupação da velha guarda que cerca a campanha de Patrus. Para suas campanhas, eles já sacaram a jogada das redes sociais e por suas próprias experiências com seus últimos mandatos, basta apenas que eles se mantenham sob os holofotes, para garantir mais um mandato. Afinal de contas, internet é terra de alguém sim, é terra das bigtechs e Terra das massas. E em terra de digital a regra é clara, quem não é visto não é lembrado.
Por: Isabela Marques Naziazeno, bióloga analista de gestão de qualidade e ativista política;
Instagram: @isabelamarqueszz
Tiktok: isabelamarqueszzz
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