Por Gildázio Santos*
A palavra professor etimologicamente deriva do Latim Professus, do verbo profitare, que impulsiona para frente, que manifesta em público, declara, afirma perante a todos, fateri , reconhecer, confessar, trata-se em tese de uma pessoa apta a ensinar.
A palavra Governador, conforme verbete publicado na wikipédia e outras contribuições: “ Governador vem do termo em latim gubernatore que em sua origem etimológica, significa, piloto, guia ou timoneiro, é líder administrativo geralmente eleito, que detém a autoridade máxima do poder dentro do território de uma província, distrito ou estado de uma federação.” (https://pt.wikipedia.org/wiki/Governador, com grifos nossos).
Já Mateus, o primeiro dos quatro Evangelhos Canônicos, segundo Padre Alex Nogueira: “apresenta uma narrativa teológica e literária única entre os textos do Novo Testamento. Segundo estudiosos, foi escrito entre 42 e 50 d.C. e é conhecido por sua organização e por estabelecer uma ponte entre o Antigo e o Novo Testamento.”
“Dividido em 28 capítulos, o Evangelho de Mateus pode ser visto como um verdadeiro ´manual´ para a vida cristã, pois contém cinco grandes discursos de Jesus. Mateus inicia seu relato com a infância de Jesus e conclui com a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. Entre essas duas grandes narrativas, encontram-se os cinco discursos, intercalados com relatos da vida prática de Jesus, como seus milagres e confrontos com as autoridades religiosas. Podemos reconhecer uma estrutura básica de São Mateus que tem como centro a profissão de fé do Apóstolo Pedro (Mt 16, 13-20):”
O autor descreve as passagem da vida de de Jesus no Evangelho de Mateus, não entraremos aqui em detalhe nem do texto de Mateus nem na didática exposição do Padre Alex Nogueira, mas é importante destacar o que ele descreve de maneira pedagógica e elucidativa no que ele chamou de mais longo discurso de Jesus, o Sermão da Montanha ( Capítulo 5 a 7) e outros que destacamos a seguir:
“1- O Sermão da Montanha (Capítulos 5 a 7):
É o mais longo discurso de Jesus, onde Ele ensina princípios éticos e espirituais fundamentais para a vida cristã. Nele, Jesus proclama as Bem-aventuranças, orienta sobre a verdadeira justiça, e oferece ensinamentos sobre o amor ao próximo, a oração e como deve ser nossa confiança inabalável em Deus.
2 - Discurso sobre a Missão dos Apóstolos (Capítulo 10):
Jesus dá instruções detalhadas aos doze Apóstolos sobre como devem realizar sua missão de pregar o Reino de Deus. Ele orienta sobre a simplicidade no caminho, a coragem diante das perseguições, a total dependência de Deus e a importância de anunciar o Evangelho com determinação e fidelidade.
3 – Discurso das Parábolas do Reino (Capítulo 13):
É uma coleção de parábolas que Jesus usa para explicar o Reino de Deus. Através de histórias simples, usando imagens e metáforas do cotidiano – como as parábolas do Semeador, do Joio e do Trigo, do Grão de Mostarda e do Fermento – Jesus ensina sobre o crescimento, os desafios e a natureza do Reino. Essas parábolas revelam que o Reino de Deus começa de maneira discreta, mas possui um poder transformador, e sua plena manifestação será no fim dos tempos, quando haverá uma separação entre os justos e os ímpios.
4 - Discurso Eclesiástico (sobre a comunidade dos cristãos – Capítulo 18):
Trata das diretrizes de Jesus para a vida e a convivência dentro da Igreja. Nele, Jesus ensina sobre a humildade, usando a figura de uma criança como exemplo de grandeza no Reino dos Céus, e enfatiza o cuidado com os “pequenos” e vulneráveis. Ele também aborda temas como a correção fraterna, o perdão ilimitado, e a importância da reconciliação entre os irmãos.
5 - Discurso Escatológico (sobre o fim dos tempos – Capítulos 24-25):
Jesus fala sobre os eventos que ocorrerão no fim da história. Esse discurso trata de Sua segunda vinda, o julgamento final e os sinais que precederão esses acontecimentos, como guerras, desastres naturais e perseguições. Nosso Senhor exorta à vigilância e à prontidão, usando parábolas como a das Dez Virgens e a dos Talentos para ilustrar a necessidade de estar preparado para o Seu retorno.
Como podemos ver, Mateus é um escritor habilidoso e equilibrado, estruturando seu Evangelho de forma a alternar entre os discursos de Jesus as narrativas de Sua vida. A cada discurso, segue-se um relato de eventos práticos, o que cria uma harmonia natural entre palavra e ação. Essa organização oferece a nós, cristãos, uma fluidez que facilita a compreensão das instruções de Jesus, ao mesmo tempo em que apresenta exemplos concretos de como Ele viveu o que ensinava.” (https://www.padrealexnogueira.com/artigos/sao-mateus---um-evangelho-para-entender-o-antigo-testamento)
Obviamente, o texto do Padre Alex Nogueira é uma síntese com uma excelente análise sobre o evangelista Mateus, é claro que o texto aqui citado acima com a disponibilização do link, segue com lindas palavras e merece ser apreciado na íntegra.
Em Minas Gerais, estamos desde 2019, desgovernados, em 22 de março de 2026 ficamos livre de um comerciante vendedor de eletrodomésticos de Araxá, comedor de banana com casca, o nome não será citado para não fazer propaganda gratuita, mas ficaremos livres definitivamente desse projeto de morte em 01 de janeiro de 2027, quando um governador eleito de fato pelo povo de Minas Gerais assumirá a condução da vida dos quase 22.400.00 ( vinte dois milhões e quatrocentos mil) mineiros e mineiras.
Até essa data, tentaremos sobreviver ao restinho de meses desse período assombroso, época do negascionismo exacerbado das políticas públicas, da insistência exagerada em destruir os serviços públicos e moer as pessoas, servidoras públicas e a população em geral, que tempo não seja suficiente para venda a preço de banana da COPASA, da CEMIG, e das outras empresas que foram construídas com sangue e suor do povo mineiro.
A privatização da Saúde, a venda das escolas, é um capítulo que merece nossa especial atenção.
Mas para o texto dialogar com o título precisamos chamar a atenção para a militarização das Escolas Estaduais por meio da famigerada transformação de Escolas Estaduais em Escolas Cívicos Militares.
Como iniciamos o texto, gostaríamos de terminar fazendo a seguinte conexão: a palavra professor em Minas Gerais nunca foi tão banalizada como está sendo ultimamente, e o pior , há uma inversão da palavra se olharmos a sua raíz etimológica conforme descrito no primeiro parágrafo do texto, partimos do princípio que desde 2019 estamos sem um governador nos termos da origem da palavra em Latim, e por fim, o nome do atual mandatário que não foi eleito nas urnas, também exerce a verdadeira contradição se seu nome for uma homenagem ao primeiro Evangelista do Novo Testamento e mais ainda se for uma homenagem a sua mensagem que na verdade aqui nas terras das Alterosas, a mensagem é exatamente o contrário.
O ex governador, ex Senador do Distrito Federal e Ex Ministro de Educação, Cristóvam Buarque, em um artigo publicado no jornal O TEMPO de 17 de abril de 2026, foi muito feliz ao escrever um artigo defendendo uma escola pública de qualidade, inclusiva para todos, onde ele crava uma seguinte síntese: “Em 1888, tiramos as algemas das mãos e, nos anos 1930, dos pés, falta tirar as algemas dos cérebros, o que não ocorre por falta de uma escola de qualidade para todos.”
O desgovernador, ante professor, e ante evangelho de Jesus Cristo, Simões, com a cabeça na pré escravidão, propõem em 2026, algemar os cérebros para ter controle das mentes dos adolescentes e jovens mineiros para seu projeto de dominação da pré idade da pedra, expresso na proposta de "Escolas Cívicos Militares".
Finalmente, Como Paulo Freire defendeu uma educação libertadora, em 21 de abril de 2026, Ângelo Osvaldo, prefeito de Ouro Preto, MG, em uma manifestação repudia as "Escolas Cívicos Militares" e defendeu "Escolas Cívicos Militantes" e nós reiteramos, Escolas libertadoras e livres dos açoites e das algemas, nas mãos, nos pés e principalmente nos cérebros...
Gildázio Santos, Coordenador do Setorial de Direitos Humanos do PT de Minas Gerais e Assessor da Deputada Leninha.
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