

O Prof. Dr. Sérgio José Custódio, presidente nacional do Movimento dos Sem Universidade (MSU), lançará em Belo Horizonte, Minas Gerais, o livro “Pés Descalços: A Lei de Cotas Veio Para Ficar”, neste Sábado, 15 de novembro, de 2025, Horário: 16h na Sede da LPS — Rua Jundiaí, 226, Bairro Concórdia.
A obra reflete sobre a trajetória e a importância da Lei de Cotas para negros, indígenas e estudantes da rede pública, uma conquista histórica pela qual o autor lutou ativamente durante o primeiro governo Lula (2003–2006).
A mentalidade do colono, mercenário, dono de escravo e explorador está enraizada na cabeça de muitos brasileiros, muitos deles não só donos de terras, mas governadores, prefeitos, empresários etc. Aos descendentes dos que forçadamente construíram o país, não há tempo para lamentos, reclamações ou dramas, a nós só sobrou a luta, seja ela qual for, desde que usada com inteligência.
Para o Autor: " houveram avanços, mas a dívida é muito grande e eles não vão nos pagar se não lutarmos, e reitero, sem lamentos, sem pedidos, sem dramas, o que nos resta é lutar, com inteligência e sem medo."
Parafraseando o MC Caneta de Ouro: “Junte seus pedaços e desce pra arena”. Sem correria não há vitória.
A obra mostra a correria e a vitória dos sem universidade. KL Jay Racionais MC’s
A Lei de Cotas e as leis que instituíram e consolidaram o PROUNI tem uma história comum, e nela está Sérgio José Custódio, como líder do Movimento dos Sem Universidade.
Nessa história, Custódio juntamente com outros companheiros (as) de luta professores e edicadores populares Welligton da Região Norte de Belo Horizonte, Gildázio Santos, Maristane, Isa, Barão, Michele Gualberto, da região Industrial de Betim e Contagem, Luiz Eduardo o Dudu, Maria Vani de Palmas no Tocantins e outros (as) tantos (as) que tiveram um papel fundamental como organizadores de um movimento inédito, na história da luta pelo acesso ao ensino superior daquelas camadas mais pobres da população, para quais as elites do país, sempre vigilantes em promover seus preconceitos de “raça” e de classe, destilavam as repulsas do seu cientificismo neopositivista: os pobres, na sua maioria negros, se entrassem nas universidades das elites, iriam “baixar o nível da academia”.
A maravilhosa equipe que tínhamos no MEC naquela oportunidade foi fundamental em todas essas conquistas. Sem a militância de pessoas como Sérgio José Custódio, Gildázio Santos e o Wellinton e outros tantos líderes todavia, na base popular destas lutas, o movimento não seria vitorioso.
A obra registra uma saga e a construção de um destino. Milhões de jovens que ascenderam pelo PROUNI estão, hoje, também reconstruindo o Brasil.
O Tarso Genro Ex-Ministro da Educação faz o seguinte relato sobre a obra:
" Ao me deparar com a tese de doutorado de Sérgio José Custodio, fiquei emocionado. Não apenas por ter participado intensamente daquela história narrada e analisada com esmero, que agora virou esta obra de referência que está em suas mãos, mas meus olhos marejaram também porque a nossa luta pelas cotas nas universidades é sistematizada pelo Sérgio, protagonista da conquista e um autor sensível e rigoroso como poucos. Sérgio não gosta que eu diga ou escreva isso, mas não posso me furtar a expor os fatos: sem o Movimento dos Sem Universidade (MSU) e sem o próprio Sérgio, o Brasil não teria política de cotas. Obviamente, muitos outros movimentos e coletivos participaram, sonharam, lutaram, mas a contribuição dele e do MSU é ímpar. Assim, aproveite cada linha deste livro, ele vale a luta do povo brasileiro pelo direito de sonhar e construir sua própria história."
Daniel Cara também manifesta sobre a obra: "Uma revolução silenciosa está em curso no Brasil, a revolução democrática da política de cotas. Obrigado, MSU. Obrigado, grande Sérgio por cada desafio e cada vitória." Daniel Cara é Professor da Faculdade de Educação da USP Coordenador honorário da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
Fonte: informações repassadas pelo autor e sua equipe e alguns acréscimos da redação.