O Jornalista Richard Widmarck Matheus Tinoco - DRT 18.335, fez uma apuração histórica, trazendo a baila, veicula em grupos de whatsApp e listas de transmissão, uma reportagem jornalística com o seguinte título: "A Lei do Boi só Beneficia Filhos de Fazendeiro", e o subtítulo: "Juiz liberou mandado de segurança contra ingresso de 80 estudantes", que traz uma foto da advogada Vanda Siqueira, e um texto narrando as manobras ocorridas no Rio Grande do Sul para Beneficiar os Filhos dos Ricos, os "Reis do Gado"
Para Widmarck :
"A primeira política de cotas do Brasil não foi criada para pobres, negros ou estudantes de escola pública.
Foi a Lei Federal nº 5.465, de 3 de julho de 1968 — conhecida como “Lei do Boi”.
Ela reservava:
50% das vagas em escolas agrícolas e cursos federais de Agronomia e Veterinária para filhos de proprietários rurais ou residentes na zona rural.
Ou seja: a primeira política de cotas do país beneficiava, majoritariamente, filhos de proprietários de terra.
Criada durante a ditadura militar, vigorou por 17 anos.
Foi revogada apenas em 17 de dezembro de 1985, no início da redemocratização.
A chamada “Lei do Boi” é sempre lembrada nos debates sobre ações afirmativas para mostrar uma verdade histórica:
Cotas sempre existiram no Brasil.
A diferença é que, no passado, eram direcionadas para quem já tinha acesso a terra e poder.
A discussão sobre cotas não começou agora.
Ela apenas mudou de lado na história."
O ódio destilado contra as cotas no Brasil é na verdade um ódio contra a classe que mais precisa, tem muitos incentivos para os ricos, mas qualquer benefício destinado aos pobres ou a quem precisa de ajuda eventual é visto como algo imoral, inaceitável, a pergunta que precisa ser feita é a seguinte: as pessoas que recebem algum benefício, cotas, políticas afirmativas tem clareza e percepção negritada porque, as pessoas ou instituições, governos que os que os ajudam, são tão atacados?