Milhares de brasileiros foram às ruas neste domingo, 14 de dezembro, em diversas capitais e cidades do país para protestar contra a anistia a golpistas e contra o chamado “PL da Dosimetria”, aprovado pela Câmara dos Deputados. Os atos, marcados pela palavra de ordem “Sem Anistia”, reuniram movimentos sociais, partidos, sindicatos e coletivos culturais em defesa da democracia. A principal motivação foi a rejeição ao PL da Dosimetria, que reduz penas de condenados por crimes contra a democracia, incluindo os envolvidos nos ataques de 8 de janeiro.
O projeto é visto como uma alternativa ao PL da Anistia, mas críticos afirmam que ambos resultam em impunidade para golpistas. Mobilizações pelo país:
Belo Horizonte: Com Concentração na Praça Raul Soares, a manifestação seguiu até a praça da Estação e reuniu mais de 20 mil pessoas.
São Paulo: A Avenida Paulista foi tomada por manifestantes com faixas e cartazes exigindo punição exemplar aos envolvidos em tentativas de golpe.
Rio de Janeiro: Um ato musical em Copacabana, convocado pelo coletivo 342Artes, reuniu artistas e movimentos culturais.
Brasília: Marchas em direção ao Congresso Nacional denunciaram a aprovação do projeto e pressionaram o Senado a barrar o texto.
Porto Alegre: O movimento “Povo nas Ruas – Sem Anistia, Sem Dosimetria e Nenhuma a Menos” ocupou o Parque Farroupilha.
Abrangência nacional: Foram registrados protestos em pelo menos 49 cidades, incluindo todas as capitais.
Principais reivindicações:
Sem anistia: Punição integral para os responsáveis pelos ataques de 8 de janeiro e por tentativas de golpe.
Contra a redução de penas: O PL da Dosimetria prevê progressão de regime após apenas um sexto da pena, o que, segundo críticos, fragiliza a defesa da democracia.
Defesa das instituições: Movimentos afirmam que a impunidade abre espaço para novas ameaças ao Estado de Direito. Vozes dos atos: Lideranças de movimentos sociais destacaram que “não se trata de vingança, mas de justiça e memória democrática”. Artistas e intelectuais reforçaram que a cultura também é parte da resistência contra retrocessos. Sindicatos e centrais populares lembraram que a luta contra a anistia está ligada à proteção dos direitos sociais e trabalhistas.
Impacto político: Os protestos ampliam a pressão sobre o Senado, que agora decide o futuro do projeto. Parlamentares contrários ao PL afirmam que a mobilização popular fortalece a rejeição à proposta. Já defensores do texto argumentam que ele busca “equilibrar penas”, mas enfrentam crescente resistência nas ruas e nas redes sociais.
Em síntese: os atos deste 14 de dezembro mostraram uma ampla frente social contra qualquer forma de impunidade para crimes contra a democracia. A palavra de ordem “Sem Anistia” ecoou de Norte a Sul, sinalizando que a sociedade brasileira não aceita reduzir a gravidade dos ataques às instituições.