Que o brasileiro faz as suas escolhas políticas e comerciais baseadas em aparências,
apostas, promessas e em um bom drama, isso não é novidade. Ninguém se esqueceu que
em 2018 Jair Bolsonaro foi eleito presidente da República, após uma suposta “facada”.
Corta para 2026 e a nossa economia foi taxada em 25% pelos Estados Unidos numa
manobra comercial e arbitrária, arquitetada pela família Bolsonaro. A primeira taxação em
2025, solicitada pelo filho 02 (Eduardo) e a segunda taxação solicitada em 2026 pelo filho
01 e presidenciável (Flávio).
Aparentemente, os três filhos cabeça oca, não aprenderam uma das principais lições
deixadas por seu pai, a lição que: a facada elege a vítima, não o esfaqueador. Seria essa a
facada no povo brasileiro que iria reeleger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva logo no
primeiro turno? Ao que tudo indica, essa decisão estapafúrdia vai favorecer a renovação do
congresso, a reeleição do presidente Lula e a permanência da esquerda no poder. Mas
ainda é cedo para comemorar.
Para Flávio, somam em seu saldo negativo de confiança política os envolvimentos com a
milícia do RJ, esquemas de rachadinha, envolvimento com o escândalo do Master, além de
todo o saldo negativo do governo de pai, que fez uma péssima gestão de governo, em um
momento crucial da história recente. E naqueles anos terríveis de pandemia, mais de 700
mil brasileiros e brasileiras se foram.
A questão preocupante aqui é, com tantas evidências que sugerem que Flávio já não
ganharia a disputa para a presidência de qualquer forma, por que trair sua pátria? Com uma
derrota certa nas eleições deste ano, uma aliança com Donald Trump firmada e um
processo de extremismo da direita se alastrando pela América do Sul, a questão não é mais
se vai haver um novo 08 de Janeiro, mas onde e quando?
Dentro dessa possibilidade, vale a pena ficarmos de olhos bem atentos em alguns pontos
chave:
1° A massa populacional nos estados do centro-oeste e do Norte brasileiro é bem menor
comparada a população que vive no sudeste e ao longo do litoral brasileiro. O que significa
menos olhos para ficarem atentos as nossas fronteiras e consequentemente menos força
policial e militar para defender nosso espaço de território mais a oeste;
2° a maior parte da porção oeste do nosso território faz fronteira com quatro do seis países
que atualmente estão sob o governo de direita. Em outras palavras países estes, em que o
governo norte-americano poderia posicionar tropas Americanas próximos às nossas
fronteiras sem resistência alguma;
3° toda ficção tem seu fundo de verdade, acredito que a essa altura já está mais que claro
que o romance distópico da Margarete Atwood "O conta da Aia", se trata da vida real das
mulheres do Afeganistão e de como nenhuma ditadura começa com um golpe, mas com
ideologias distorcidas que invadem o congresso, a política e principalmente a nossa polícia,
muito antes do golpe finalmente acontecer;
Recentemente a extrema direita tem feito vários movimentos em prol de questionar os
direitos das mulheres. Incitando o machismo como um estilo de vida legítimo, quando na
verdade muitos direitos constitucionais de dignidade e integridade tem sido violados na
tentativa de deslegitimar os direitos conquistados pelas mulheres.
Além disso, eu costumo acompanhar os boletins policiais do Rio de Janeiro e
principalmente de São Paulo. Não é novidade que a polícia do RJ seja extremamente
truculenta, mas a conduta da polícia de SP tem assustado não só pela truculência, mas por
insistir em assediar terreiros, escolas e de começar a sua rotina fardada dentro da igreja.
SIM, EM SÃO PAULO A POLÍCIA QUE DEVERIA SER LAICA EM RESPEITO À
CONSTITUIÇÃO FOI COMPLETAMENTE COPITADA PELA IGREJA, E PELAS
AMBIÇÕES IDEOLÓGICAS MACABRAS DE EDIR MACEDO, QUE FORMOU UMA
VERDADEIRA MILÍCIA COM A FORÇA POLICIAL DO ESTADO DE SP. E já que polícia
não é milícia, não é exagero algum afirmar que neste momento o Edir Macedo comanda a
polícia de São Paulo com a conivência do Tarcísio de Freitas.
E o meu melhor palpite é que, a tentativa de golpe de 2026 vai vir, por qualquer motivo ou
sem motivo algum, de São Paulo, a maior metrópole do país. E enquanto nós estivermos
com as nossas atenções voltadas para São Paulo, na possibilidade de um golpe militar
interno, com ou sem participação externa, nossas fronteiras do outro lado vão estar
completamente vulneráveis.
Por outro lado, Donald Trump vem perdendo força política dentro de seu país. Além disso, a
guerra com o Irã e a retomada do Golfo de Ormuz parece não ter um fim à vista. O que faz
com que o tempo e as circunstâncias, talvez contem a nosso favor.
Olhos bem atentos aos próximos movimentos por SP.
Por: Isabela Marques Naziazeno, bióloga analista de gestão de qualidade e ativista política;
Instagram: @isabelamarqueszz
Tiktok: isabelamarqueszzz
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